Dia de tensões e dólar
volta a bater recorde: R$ 2,36
30/05/2001
30 de Maio de 2001 11h24
Nilo Sérgio Gomes
RIO - As tensões políticas
que eletrizam Brasília estão
deixando o mercado financeiro
cada vez mais perdido e sem parâmetros.
O dólar não pára
de bater recordes em suas
cotações, os juros são
negociados nas alturas acima de 20%,
legitimados pelo próprio
Banco Central que elevou a taxa básica
a 16,75% (Selic) e a Bolsa de Valores
de São
Paulo (Bovespa) vive das oscilações
e volatilidades que enriquecem uma
minoria e afastam a grande massa de
potenciais investidores.
"Não há o que
dizer. Até aqui brincou-se
de governo, fazendo-se teorias para
faculdade e
o resultado é a situação
que o país vive hoje, com apagão,
caladão, falta de água.
São
todos, neste governo, teóricos
e ninguém sabe o preço
do dia-a-dia", desabafou ao
Economia.Net o analista de investimentos
da Corretora Factorial, Roberto Donato.
Os números da manhã
revelam os motivos que levam o analista
financeiro a enxergar com pessimismo
a realidade do país. O dólar
abriu em alta e pouco após
as 10h já era
negociado a R$ 2,360, em marcha para
mais um dia de alta. No mesmo momento
a Bovespa caía 0,11%, tendência
que às 10h55 já havia
sido revertida para uma alta de 0,54%.
"Não confie muito nisto
porque nos finais de mês há
muita troca de boletas entre fundos
e bancos para fechamento de posições.
Porém, são volume fictícios.
Não há comprador
final no mercado de bolsa e esta,
sim, é uma verdade que incomoda
e decepciona", diz
Roberto Donato.
Fonte: Economia.Net
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