News - Briefing de Mercado

Mesmo com volatilidade, Ibovespa fecha o dia em alta
03/11/2009

03 de Novembro de 2009 18h41
Carolina Marcondes

A primeira sessão de negócios da semana foi positiva para o Ibovespa que, após muitas oscilações, ganhou força e fechou o dia em alta.

Após os tradicionais ajustes, o principal índice acionário brasileiro cresceu 1,78%, a 62.643 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 6,592 bilhões, em 424.764 negócios. A pontuação oscilou entre a mínima de 60.723 pontos e a máxima de 63.237 pontos (ou 4,14%).

Durante a manhã, o mercado brasileiro repercutiu diversas notícias, tanto positivas quanto negativas, o que gerou volatilidade nas primeiras horas de negócios. Ontem, por conta do feriado do Dia de Finados, o mercado local não operou.

Entre as notícias, destaque para o fato de que o CIT, especializado em créditos para estudantes e pequenas empresas, declarou falência no último domingo (1).

O grupo financeiro, que conta com US$ 71 bilhões em ativos, é a quinta empresa a declarar falência na história dos Estados Unidos, depois de Lehman Brothers, Washington Mutual, WorldCom e General Motors.

Se esta notícia foi vista como extremamente negativa, uma notícia positiva - e surpreendente - causou divergência no mercado: no terceiro trimestre de 2009, a Ford, única grande montadora dos Estados Unidos que escapou de processo de falência, reportou lucro líquido de US$ 997 milhões.

"O mercado brasileiro passou a manhã absorvendo estes fatos, além dos dados negativos do setor bancário europeu", afirma Ricardo Zeno, sócio-diretor da AZ Investimentos.

Na manhã de hoje, o governo britânico anunciou que o Lloyds Banking Group, do qual possui 43%, receberá 21 bilhões de libras (US$ 34 bilhões) de capital novo. Já a participação estatal no Royal Bank of Scotland (RBS) subirá a 84%, com 75% de direito a votos.

Além disso, o UBS, maior banco da Suíça, anunciou um prejuízo líquido de 564 milhões de francos suíços (US$ 552 milhões) no terceiro trimestre de 2009.

"Entretanto, na parte da tarde o Ibovespa reverteu a tendência e passou a subir com força, registrando um alto volume de negócios, mostrando um forte apetite comprador", diz Zeno. De acordo com ele, os investidores - locais e estrangeiros - não vêem impactos negativos de curto prazo no Brasil.


Perspectivas

Mas se esta percepção trouxe benefícios hoje para o Brasil, é possível que a "precificação" tenha ocorrido muito rápido. "Desta forma, o mercado brasileiro deverá ficar volátil, ao sabor dos indicadores diários", diz Zeno.

O sócio-diretor destaca ainda o bom desempenho de algumas ações que compõem o Ibovespa para a recuperação do índice hoje, como as altas dos papéis da Petrobras e da Vale, as de maior peso na carteira teórica. "Contudo, o mercado gostou do resultado trimestral do Itaú Unibanco, o que gerou valorização para as ações do banco e também de outras instituições financeiras, por mostrar solidez e segurança", completa Zeno.


O banco reportou um lucro líquido de R$ 2,268 bilhões no terceiro trimestre, queda de 11% sobre o lucro líquido proforma apurado em igual período de 2008 (R$ 2,551 bilhões). Em relação ao segundo trimestre de 2009, o recuo foi de 11,8%.

Entre janeiro e setembro, o lucro líquido do Itaú Unibanco totalizou R$ 6,853 bilhões, aumento de 15,5% em relação ao volume apurado no mesmo intervalo do ano passado (R$ 5,931 bilhões). As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) terminaram o dia em alta de 5,32%, a R$ 35,26, enquanto o Itausa (ITSA4) subiu 5,49%, a R$ 10,56, registrando a terceira e a segunda maior valorização do índice, respectivamente.

A maior alta da carteira teórica foi alcançada por outra companhia que divulgou seus resultados trimestrais hoje: a Braskem (BRKM5) terminou o dia em alta de 5,55%, a R$ 12,35.

A maior petroquímica da América Latina lucrou R$ 645 milhões no terceiro trimestre do ano, revertendo o prejuízo de R$ 819 milhões do mesmo período do ano passado. O resultado é cerca de 44% menor na comparação com o segundo trimestre do ano, por conta do efeito da desvalorização do dólar sobre a dívida, que foi mais acentuado de maio a junho de 2009, onde a valorização do real foi de 16% frente aos 9% no terceiro trimestre.

Do lado negativo, a principal desvalorização do Ibovespa foi registrada pela VCP (VCPA3), que recuou 2,06%, a R$ 23,80.

Câmbio

A terça-feira também foi de muita volatilidade para o dólar comercial, por conta de divergências entre indicadores americanos divulgados ao longo do dia. Ao final dos negócios, entretanto, a moeda cedeu 0,57%, a R$ 1,744 para compra e R$ 1,746 para venda.

Durante o dia, o valor do dólar oscilou entre R$ 1,777 e R$ 1,743 para venda (ambos preços de venda).

Wall Street

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones terminou o dia em queda de 0,22%, a 9.767,52 pontos, enquanto o S&P 500, por sua vez, subiu 0,19%, a 1.044,88 pontos. Já o Nasdaq encerrou a terça-feira em alta de 0,23%, a 2.053,91 pontos.

Commodities

Em Nova York, o petróleo tipo WTI terminou o dia em alta de 1,69%, a US$ 79,45 o barril com entrega para dezembro, enquanto em Londres o Brent no mercado spot avançou 2,34%, a US$ 77,46 o barril.

Fonte: Brasil Econômico

voltar

 
 
© 2009 AZ Investimentos - all rights reserved | desenvolvido por Client By